quarta-feira, 31 de outubro de 2007

P'ró meu amigo Pedro :)



Para ti, cujo último post denotava grande "azuleza", por causa dessas equações mais complexas que a de Schrödinger, no que diz respeito à Química (e Física!) dos amores e dos desejos.

Por isso e, esperando que recebas este post com o mesmo espírito com que to ofereço, aqui tens, em jeito de 3-em-1:
  • a banda sonora perfeita para esse estado de espírito;
  • bué moçoilas on display, para escolheres a(s) que hás-de amar e a(s) que hás-de de desejar.

E não digas que vais mal servido, que o "Nelinho Diamante" já cá anda há uns quantos anos e deve saber do que fala! ;)

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Angelina

É de noite, não tenho nada para fazer.
A música na rádio é a mesma de sempre, a mesma de ontem.
Sirvo-me de um copo de Balvenie,
desligo o rádio, ligo a televisão:
"Me liga vai!"
Um dia destes ainda vou ligar.

A Negra do Telemóvel com leitor de mp3

Hoje de manhã como é meu hábito vinha a caminho do trabalho no autocarro nº 112 que faz o percurso entre Oeiras e o Tagus Park, meio acordado, meio dormitando sempre maldizendo este regime fascista que me obriga a perder 2 horas em transportes públicos todos os dias. Oiço uma musiquinha irritante, não era como sempre o toque de um telemóvel de um negro qualquer de mau gosto. Não era porque continuo... não parava... não me dava descanso!
Lembram-se da musica 'O Negro do Rádio de Pilhas'? Pois aparentemente hoje em dia, passados estes anos todos a moda voltou, apenas com algumas diferenças:
  1. O Negro agora é uma negra.
  2. O Rádio de pilhas é substituído por um telemóvel com leitor de mp3.
Mas uma coisa permanece igual, ouvem a musica bem alto (sem headphones) e incomodam todos aqueles que os(as) rodeiam.
Por vezes é tão difícil sem simpático e respeitador durante os meus percursos de transportes públicos. Mas um tipo vai tentado entre o sono e o desespero.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

"Nunca deixes o que amas pelo que desejas!..."

Há clichés baratuchos.

Há clichés manhosos e pirosos.

Há clichés irreais que só servem para nos contrariar as vontades.

Há clichés que nos fazem pensar.

Neste turbilhão de emoções que é a vida, há clichés que deveriam fazer-nos parar e deixa-los ter toda a razão do mundo.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

«Quem tem medo do lobo mau?»

Já há algum tempo que estas abéculas não nos brindavam com pérolas destas.

Passados quase 3 anos de ausência de notícias destas "aves raras", recebemos hoje cá no escritório esta magnífica carta. Por motivos óbvios a nossa morada foi substituída pela expressão «o potencial delinquente», mas acho que era isso mesmo que eles quereriam ter escrito, só que não tiveram coragem. Pronto, facilitei-lhes a tarefa...

A carta é toda ela fantástica: desde o layout até ao texto utilizado, as maiúsculas destacadas, enfim, um primor. Fico sem perceber se eles não têm pura e simplesmente a noção do ridículo, ou se afinal têm é bué sentido de humor...


Parece a publicidade rasca que recebemos do Reader's Digest ou de outra tanga qualquer, a dizer que acabámos de ganhar UM MILHÃO DE EUROS EM LIBRAS DE OURO e, que se respondermos no prazo de 8 dias, ainda recebemos UM MAGNÍFICO DESPERTADOR TOTALMENTE GRÁTIS!...

Mas o esplendor da comunicação não se fica por aqui: se formos ao site deles, somos brindados com uma parafernália de avisos e ameaças de tom e conteúdo idêntico, estilo esta página e temos até a possibilidade de fazer uma denúncia anónima. 'Tá visto que os tipos da PIDE eram uns autênticos amadores... É digno de visita. Não pela relevância, mas pela aberração de um design de fazer inveja à propaganda política do Hitler e inspirado em afirmações tipo "Gestapo do século XXI".

Sinceramente, não há pachorra para tanta anormalidade. As comunicações que anteriormente recebemos não eram melhores em termos de mensagem. Mas confesso que a apresentação agora tem muito mais impacto. Pela negativa...

Como devem imaginar, vamo-nos fartar de responder seja a que inquérito for desta fraca amostra de poder privado a brincar às organizações estatais. Eles que não mandem cá ao escritório uns lacaios directamente da Transilvânia, que não é preciso.

Pelo sim pelo não, vou comprar um molhinho de alho e uns crucifixos e pendurá-los atrás da porta de entrada... :)

Não queria concluir sem aqui deixar umas palavrinhas de reconhecimento pelo trabalho do Sr. Manuel F. R. Cerqueira: enquanto Presidente da Direcção da ASSOFT, está nitidamente mais habilitado a pastar caracóis, do que a escolher o (ir)responsável pela Área de Comunicação. As minhas sentidas condolências. E já agora, R(ot) I(n) P(eace), depressa por favor...

How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb

Desde os meus 7 anos que gosto deste filme, o filme é genial, mas não percebo porque gostei dele da primeira vez que o vi... Talvez fosse muito precoce.

Só um cheirinho:

Não


Vou deixar de fumar, só mais uma vez.

Quero acordar de manhã com hálito a frutos silvestres e gastar menos dinheiro no dentista e o tabaco dá-me hálito a tabaco e torna-me os dentes amarelos.

Vou deixar de beber café, o café deixa-me os dentes ainda mais amarelos e faz-me fumar ainda mais.

Que diabo... vou ser radical, vou deixar de ter relações sexuais, os orgasmos dão-me vontade de
fumar e ninguém gosta que se fume no quarto.

Vou correr a meia maratona de Lisboa já para o ano que vem, vou ter os dentes brancos como o Paulo Portas e o hálito do Compal Fresh de Frutos Silvestres.

E a Vodka, o Whisky? O que é que eu vou fazer com a mão que não segura o copo? Coçar as partes intimas? Não posso... Não quero.

Dentes brancos e bom hálito não são tudo na vida. Não gosto de fazer exercicio físico. Gosto do sabor do tabaco, do suspiro quase orgasmo sem espalhafato do cigarro pós coito, das gajas boas que me cravam tabaco nos bares. E do cigarro que me faz pensar, o cigarro que faz passar o tempo, gosto do cigarro e tenho razões para isso ele é muito bonito.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Jardins à beira-mar...


Num acesso de portuguesismo assumidamente saloio e de pequenez "Almeido-Garrettiana", apeteceu-me vir aqui só para dizer que quanto mais viajo, mais gosto da minha terrinha...

Sim, Paris é muito bonito.

Sim, Nova Iorque é muito grande.

Ah, pois, a Holanda tem muitos canais.

E a Alemanha prima pela organização geral.

Já p'ra não dizer que Londres é muito à frente (e uma terra que me deixa verde de inveja, pois tem a minha Mulher por lá a maior parte do ano)....

(Curiosamente ou não, não me ocorre nada de positivo para dizer sobre o pouco que conheço da Espanha, tirando um certo "enclave", ali para os lados de Granada....)

Mas porra, o sossego das ruas de Lisboa e o belo clima que ainda por cá vamos tendo, comparados com a agitação e o frio das outras paragens de autocarro que conheço, não têm preço.

É verdade que «home is where the heart is» e nestes termos, ainda sou apátrida em part-time, porque não estou na "casa" em que gostaria de estar. Para ser «perfeito, perfeito», falta-me cá uma pessoa que eu cá sei. Se tudo correr bem, não há-de faltar muito para estar definitivamente em casa e já na próxima semana vou estar bué "(en)casado".

Mas geograficamente falando e com todos os defeitos que eu lhe reconheço (e não são nada poucos...), das poucas terreolas por onde passei até hoje, esta é decididamente a que mais me "convence".

E quanto mais penso nisto, mais tenho a certeza de que caminho a passos largos para a 4ª idade, de que a tacanhez se apoderou de mim de vez e de que se lá chegar, vou ser um velho ainda mais insuportável do que já sou hoje...

Sinceramente, nem sei porque é que me deu para esta onda de "escárnio e mal-dizer" agora, mas como já está escrito, também não vou apagar.

S. L. B.!
S. L. B.!
S. L. B.! S. L. B.! S. L. B.!
Glorioso S. L. B.!
Glorioso S. L. B.!...

To Him that was Crucified


MY spirit to yours, dear brother;
Do not mind because many, sounding your name, do not understand you;
I do not sound your name, but I understand you, (there are others also;)
I specify you with joy, O my comrade, to salute you, and to salute those who are with you, before and since—and those to come also,
That we all labor together, transmitting the same charge and succession;
We few, equals, indifferent of lands, indifferent of times;
We, enclosers of all continents, all castes—allowers of all theologies,
Compassionaters, perceivers, rapport of men,
We walk silent among disputes and assertions, but reject not the disputers, nor any thing that is asserted;
We hear the bawling and din—we are reach’d at by divisions, jealousies, recriminations on every side,
They close peremptorily upon us, to surround us, my comrade,
Yet we walk unheld, free, the whole earth over, journeying up and down, till we make our ineffaceable mark upon time and the diverse eras,
Till we saturate time and eras, that the men and women of races, ages to come, may prove brethren and lovers, as we are.
Walt Whitman
Leaves of Grass

Mau Gosto II

Devido às reações tão positivas ao post dos Boys on Wheels, faço mais um bem divertido sobre o tema da deficiências fisicas e aleijadinhos em geral. Estou que se divirtam tanto como eu quando vi pela primeira vez.