Com a alegria que me enche a alma neste momento, quero partilhar convosco uma linda canção sobre enterro.
Le Tango Funèbre
Ah je les vois déjà
Me couvrant de baisers
Et s'arrachant mes mains
Et demandant tout bas
Est-ce que la mort s'en vient
Est-ce que la mort s'en va
Est-ce qu'il est encore chaud
Est-ce qu'il est déjà froid
Ils ouvrent mes armoires
Ils tâtent mes faïences
Ils fouillent mes tiroirs
Se régalant d'avance
De mes lettres d'amour
Enrubannées par deux
Qu'ils liront près du feu
En riant aux éclats
Ah Ah Ah Ah Ah Ah
Ah je les vois déjà
Compassés et frileux
Suivant comme des artistes
Mon costume de bois
Ils se poussent du cœur
Pour être le plus triste
Ils se poussent du bras
Pour être le premier
Z'ont amené des vieilles
Qui ne me connaissaient plus
Z'ont amené des enfants
Qui ne me connaissaient pas
Pensent aux prix des fleurs
Et trouvent indécent
De ne pas mourir au printemps
Quand on aime le lilas
Ah Ah Ah Ah Ah Ah
Ah je les vois déjà
Tous mes chers faux amis
Souriant sous le poids
Du devoir accompli
Ah je te vois déjà
Trop triste trop à l'aise
Protégeant sous le drap
Tes larmes lyonnaises
Tu ne sais même pas
Sortant de mon cimetière
Que tu entres en ton enfer
Quand s'accroche à ton bras
Le bras de ton quelconque
Le bras de ton dernier
Qui te fera pleurer
Bien autrement que moi
Ah Ah Ah Ah Ah Ah
Ah je me vois déjà
M'installant à jamais
Bien triste bien au froid
Dans mon champ d'osselets
Ah je me vois déjà
Je me vois tout au bout
De ce voyage-là
D'où l'on revient de tout
Je vois déjà tout ça
Et on a le brave culot
D'oser me demander
De ne plus boire que de l'eau
De ne plus trousser les filles
De mettre de l'argent de côté
D'aimer le filet de maquereau
Et de crier vive le roi
Ah Ah Ah Ah Ah Ah
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Masturbação?
É muito provável que isto seja muito parecido com masturbação, mas aqui vai de qualquer forma.
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Gin Tónico
Jim canta backdoor man, 3 rodelas de limão, 1 rodela de lima, gelo até à borda do copo. 50% de àgua tónica, 50% de gin, 1 twist de limão, nenhuma auto-estima com sabor a sal.
Vodka, Vodka, vinho maduro, Vodka, Vodka...
Gin Vómito.
Vodka, Vodka, vinho maduro, Vodka, Vodka...
Gin Vómito.
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
Contagem decrescemte
Bem amigos, acho que temos o blog em contagem decrescente.
Depois da vulgar "tusa do mijo" onde no primeiro mês fizemos 3 milhoes de posts, a cadencia é diminuir a toda a velocidade.
Temo pela saúde do nosso berloque tão giro...
Aliás, temo pela saúde da população mundial se se continuar a assistir ao desenterrar de porcarias como as Spice Girls ou os Take That, que deveriam estar bem cremados...
Depois da vulgar "tusa do mijo" onde no primeiro mês fizemos 3 milhoes de posts, a cadencia é diminuir a toda a velocidade.
Temo pela saúde do nosso berloque tão giro...
Aliás, temo pela saúde da população mundial se se continuar a assistir ao desenterrar de porcarias como as Spice Girls ou os Take That, que deveriam estar bem cremados...
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
O acompanhamento solitário
Eu gosto de comer, é uma das poucas coisas que eu posso dizer com toda a sinceridade que gosto de fazer, as outras são: beber (especialmente bebidas de alto teor alcoólico), fumar e ter relações sexuais com alguém que saiba ter relações sexuais.
Quase tão complicado como encontrar alguém que seja mestre nas artes do amor prático é sem duvida alguma encontrar alguém que nos faça um bom jantar. É bem verdade que ninguém é criado de ninguém e se alguém quer alguma coisa é melhor fazê-la do que esperar por uma qualquer alma caridosa se decida a cozinhar para nós. Se isso é verdade na maior parte dos casos não se aplica quando somos convidados para jantar em casa de alguém.
Eu sou português, nasci no Pragal que é um aldeia em Almada (um subúrbio de Lisboa). Aprendi a comer com os cozinhados da minha mãe (ela não gosta de cozinhar e repete sempre as poucas receitas que aprendeu com a minha avó), isso não é nada de extraordinário, penso que quase toda a gente aprendeu a comer com os cozinhados da sua mãe, o que é de facto extraordinário é forma como isso condiciona o nosso paladar ou se preferirem o nosso gosto.
Eu gosto dos telas de oxidação do Warhol, das enormes pinturas do Jackson Polock mas pensando nelas como comida... eu preferia comer um girasol do Van Gogh. Acordo ao som de Vena Cava da Diamanda Galas, bebo Bushmills enquanto oiço John Zorn mas enquanto janto gosto de ter bem baixinho a voz do Carlos do Carmo.
Ontem aconteceu, não é a primeira vez, nem muito menos a ultima, comer arroz do Nusrat Fateh Ali Khan e acompanhado por cogumelos do Syd Barret, como devem compreender o meu paladar, o meu delicado sentido de gosto, a minha sensibilidade quase feminina ressentiu-se disso.
Se arroz de (ou com) cogumelos não é algo que à partida de cause grande confusão, a coisa começa a complicar quando o que surge no prato é apenas e só arroz com cogumelos, por um segundo pensei que fosse piada... tinha visto umas salsichas no frigorífico, ninguém serve apenas acompanhamento... - os cogumelos que acompanhavam o meu arroz eram todos diferentes uns dos outros mas nenhum era parecido com o cogumelo da Alice, as portas do país dos maravilhosos sabores estavam fechadas para mim - excepto algumas pessoas que gostam da comida moderna ou em alternativa, muita vezes preferível, comida de países onde as pessoas não têm nada para comer. Provo arroz, já com medo dos sabores que esperam, a garfada de lasanha de atum à alguns meses comi por engano, o sabor é original: nunca tinha comida nada com o sabor e a consistência de terra e a primeira garfada é suportável, a ultima dá-me a sensação que vou vomitar, sou salvo pelo digestivo.
(...continua...)
Quase tão complicado como encontrar alguém que seja mestre nas artes do amor prático é sem duvida alguma encontrar alguém que nos faça um bom jantar. É bem verdade que ninguém é criado de ninguém e se alguém quer alguma coisa é melhor fazê-la do que esperar por uma qualquer alma caridosa se decida a cozinhar para nós. Se isso é verdade na maior parte dos casos não se aplica quando somos convidados para jantar em casa de alguém.
Eu sou português, nasci no Pragal que é um aldeia em Almada (um subúrbio de Lisboa). Aprendi a comer com os cozinhados da minha mãe (ela não gosta de cozinhar e repete sempre as poucas receitas que aprendeu com a minha avó), isso não é nada de extraordinário, penso que quase toda a gente aprendeu a comer com os cozinhados da sua mãe, o que é de facto extraordinário é forma como isso condiciona o nosso paladar ou se preferirem o nosso gosto.
Eu gosto dos telas de oxidação do Warhol, das enormes pinturas do Jackson Polock mas pensando nelas como comida... eu preferia comer um girasol do Van Gogh. Acordo ao som de Vena Cava da Diamanda Galas, bebo Bushmills enquanto oiço John Zorn mas enquanto janto gosto de ter bem baixinho a voz do Carlos do Carmo.
Ontem aconteceu, não é a primeira vez, nem muito menos a ultima, comer arroz do Nusrat Fateh Ali Khan e acompanhado por cogumelos do Syd Barret, como devem compreender o meu paladar, o meu delicado sentido de gosto, a minha sensibilidade quase feminina ressentiu-se disso.
Se arroz de (ou com) cogumelos não é algo que à partida de cause grande confusão, a coisa começa a complicar quando o que surge no prato é apenas e só arroz com cogumelos, por um segundo pensei que fosse piada... tinha visto umas salsichas no frigorífico, ninguém serve apenas acompanhamento... - os cogumelos que acompanhavam o meu arroz eram todos diferentes uns dos outros mas nenhum era parecido com o cogumelo da Alice, as portas do país dos maravilhosos sabores estavam fechadas para mim - excepto algumas pessoas que gostam da comida moderna ou em alternativa, muita vezes preferível, comida de países onde as pessoas não têm nada para comer. Provo arroz, já com medo dos sabores que esperam, a garfada de lasanha de atum à alguns meses comi por engano, o sabor é original: nunca tinha comida nada com o sabor e a consistência de terra e a primeira garfada é suportável, a ultima dá-me a sensação que vou vomitar, sou salvo pelo digestivo.
(...continua...)
terça-feira, 31 de julho de 2007
Deixar de Fumar
Decidi deixar de fumar na manhã de domingo, tinha passado a noite de sexta para domingo a beber e fumar continuamente. Nessas 24 horas devo ter fumado uns 4 maços de Camel. 10 horas da manhã e decido nadar, 10 horas e 45 segundos começo a sentir-me ofegante de tanto esbracejar.
Decido não fumar mais, vou perder 95% do charme... mas acho que estes 5% sobram ainda me deixam quase tão charmoso como o Richard Gere no Oficial e Cavaleiro.
Decido não fumar mais, vou perder 95% do charme... mas acho que estes 5% sobram ainda me deixam quase tão charmoso como o Richard Gere no Oficial e Cavaleiro.
quinta-feira, 26 de julho de 2007
As Zurrapas de Antigamente
A garrafa de são domingos que chegava até metade da noite e vinho de morangueiro (porque diabo é que chamam morangueiro àquilo?) com bolor, já não sabe à mesma coisa, se à anos atrás sabia a liberdade esquecimento, hoje sabe a passado, aquele passado que guardado no fundo da nossa memória é sempre feliz.
Os maltes e as reservas de hoje por muito velhas e suaves que saibam, tem consigo a memória de um futuro com a certeza que não vamos acordar no jardim de Almada pela língua de um cão abandonado, nem que seja apenas porque não temos dinheiro que chegue para pagar 5 litros de Black Bushmills por noite.
Os maltes e as reservas de hoje por muito velhas e suaves que saibam, tem consigo a memória de um futuro com a certeza que não vamos acordar no jardim de Almada pela língua de um cão abandonado, nem que seja apenas porque não temos dinheiro que chegue para pagar 5 litros de Black Bushmills por noite.
segunda-feira, 23 de julho de 2007
Vicios ou habitos???

O debate começou, a dúvida ficou. Vicios, hábitos, ou que raio é que são aqueles pequenos prazeres da vida que nos fazem querer sempre mais todos os dias.
Escolásticos defendem que vicios e habitos nocivos são aqueles que nos fazem mal ou corpo ou à mente, seja no presente, seja no futuro.
Mas, e só para lançar a confusão, uma boa mulher também não terá o mesmo efeito??? Passo a explicar. Uma mulher:
- Faz-nos gastar mais dinheiro
- Faz-nos sentir felizes e melhora a nossa saúde
- Lixa-nos o juizo por pormenores sem interesse e piora-nos a saúde
- Podíamos estar sem ela, mas nao o queremos fazer
- É uma excelente companhia, sobretudo quando estamos sozinhos
- Com a idade algumas melhoram, e outras pioram
- No fim da vida o desfecho é o mesmo, ou ficamos sem ela, ou ela sem nós
Basicamente, uma mulher é como uma garrafa de uma bebida alcoolica.
A minha terá de ser reserva, vintage, bela, rara e que vá melhorando com a idade.
Peço muito, mas também já não bebo as zurrapas que bebia em jovem, portanto....
terça-feira, 10 de julho de 2007
Jantarada já!!!!
quarta-feira, 4 de julho de 2007
Um imenso vazio...

Assim vai o nosso blog: as mensagens são poucas, os comentários ainda menos e os participantes nenhuns...
Perdeu-se a guerra das audiências para as telenovelas da TVI, as cervejolas à beira da praia, os bikinis à beira das cervejolas e as praias à beira de uma televisão a passar telenovelas.
Valha-nos o fraco sentido de humor e algum desprendimento emocional, para lidar com estas vicissitudes inerentes à elevada intelectualidade que por aqui se pratica habitualmente.
Estar na vanguarda da actualidade tem destas contrariedades...
Só não estranho este estado de abandono, porque sempre ouvi dizer que «it's lonely at the top»...
Perdeu-se a guerra das audiências para as telenovelas da TVI, as cervejolas à beira da praia, os bikinis à beira das cervejolas e as praias à beira de uma televisão a passar telenovelas.
Valha-nos o fraco sentido de humor e algum desprendimento emocional, para lidar com estas vicissitudes inerentes à elevada intelectualidade que por aqui se pratica habitualmente.
Estar na vanguarda da actualidade tem destas contrariedades...
Só não estranho este estado de abandono, porque sempre ouvi dizer que «it's lonely at the top»...
Sugiro que depois do "regresso às aulas" optemos por um nível intelectual semelhante (ou se possível inferior) ao da concorrência, caso contrário não há patrocínio que nos acuda.
E entretanto, viva as cervejolas, abaixo os bikinis (lá diz o povo e com razão que «o que é bom é para se ver») e agora não tenho tempo para escrever mais nada, porque está mesmo a começar a telenovela... ;)
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